Quinta-feira, 2 de Julho de 2009

Este e-mail que o Celso Sabadin também define bem o que eu sinto pelo cyberespaço. Mesmo assim, revivi meu Twitter. Incoerência é meu nome do meio. "É só ficar sozinha na internet que dá isso", comenta Alê.

To Blog or not to Blog, eis a questão
Celso Sabadin

Vivemos tempos especiais. Estamos praticamente na primeira virada de década deste século (já pensaram nisso?) e o mundo mexe que remexe e não cessa de se transformar. Até a minha opção em utilizar a palavra “cessa” ao invés de “para” aconteceu em função de uma mudança recente: a das regras ortográficas, que eliminaram o acento diferencial de “pára” (do verbo parar) e hoje a gente se perde entre um “para” e outro. Para que?

Não, não é saudosismo. Não sou saudosista, ou pelo menos acho que não sou. Não faço parte daqueles cinéfilos chorosos que dizem que “não se fazem mais filmes como antigamente”. Não. Cada época tem seu valor, tem sua qualidade, seus filmes. Mas por outro lado não consigo ficar indiferente à enxurrada de informação que a internet coloca hoje à disposição de quem quiser. Hoje, todo mundo tem um blog. É como se houvesse uma obrigação invisível de todo mundo, a toda hora, todos os dias, dar opinião sobre todos os assuntos, da maneira mais rápida possível. E, claro, sem pensar. Sem debater. O importante é a velocidade do expressar, e jamais a qualidade daquilo que se expressa. É um patrulhamento virutal que exclui da sociedade aquele que não tem blog. Logo logo (daqui a uns 15 minutos, mais ou menos) o mesmo vai acontecer com quem não tem Twitter. E todos os nossos pensamentos não poderão ter mais de 140 toques.

Ouvi na rádio outro dia um comentário divertido do sempre espirituoso cronista esportivo Mauro Betting. Ele falava sobre o Pelé: “O interessante é que se perguntarem para o Pelé sobre o ataque do Santos, ele responde. Mas se perguntarem sobre a situação sócio-política do Casaquistão, ele também responde. E aí dá no que dá”. Lembrei-me do colunista Daniel Piza, do Estado de São Paulo. Menino, o sujeito escreve sobre tudo o que você quiser: cinema, teatro, dança, literatura, economia, Guerra de Canudos e, claro, a situação sócio-política do Casaquistão. Para ele, um blog deve ser pouco, muito pouco. Como ele arranja tempo para se inteirar de tantos assuntos simultaneamente, digeri-los, analisá-los, e ainda escrever sobre todos eles num veículo tão importante como o Estadão? Duas opções: ou o sujeito não dorme nunca... ou ele não arranja este tempo, não. Confesso que o invejo.

Em meio à blogosfera, me vem à cabeça uma frase musical muito antiga, do Caetano Veloso: “Quem lê tanta notícia?” E olha que ele escreveu isso na era pré-blog. Aliás, naquela época nem TV em cores tinha, quanto mais blog. E com certeza ele deve ter escrito a letra da música ou à mão, ou à máquina de escrever. Jamais no computador, que naquela época ou não existia ou se chamava “Cérebro eletrônico”, e ocupava o espaço de um Scania. Ah, para quem não conheceu, máquina de escrever era uma espécie de teclado que já vinha acoplado com a impressora, e se você errasse não tinha como deletar. Não usava cartucho de tinta e funcionava bem. Desde que você não se importasse em passar a vida toda escrevendo em Times New Roman corpo 12.

Insisto, porém: não sou saudosista. E nada tenho contra os blogs. Só acho estranho que a imensa maioria deles tem um montão de texto, belas fotos, links para vídeos, e no final de tudo vem uma inscriçãozinha assim: “Zero comentários”. Acho que tudo bem. Afinal, quando as jovens pré-adolescentes da era pré-blog escreviam seus diários, elas os trancavam sob sete chaves em seus guardar-roupas, e também não queriam comentários de ninguém.

Coerente.
Se eu pudesse definir os dias que estive fora em TAGS, o lance seria mais ou menos assim, ó:

FÉRIAS shows sonecas changeman tias falando japonês pantanal sp terror não-internet espirros ansiedade procura-se casa FÉRIAS pais qulômetros rodados gerg dulli mark lanegan impaciência QUERO MAIS FÉRIAS

Quinta-feira, 4 de Junho de 2009

Quando como um xis-bacon, é como se estivesse dando uma banana pra minha saúde e afins. Não estou ficando mais magra nem mais saudável com este delicioso sanduíche engordurado, mas que se dane! Para poucos dias.

Segunda-feira, 1 de Junho de 2009

Depois de enrolar o dia todo, vou escrever sobre O Exterminador do Futuro: A Salvação.

Concentração.

Concentração.

Concentração.
Vou pro Pantanal daqui a pouco bater um lero com a Juma e tals.
47 and counting.
151 posts em 2005, o maior recorde da história deste blog. Bora quebrá-lo em 2009.
Deprelândia total descobrir as histórias pessoais dos passageiros do avião que caiu, heim?

(fazendo blog de twitter)
Ontem fui numa peça infantil MUITO LEGAL (daqui a pouco falo mais sobre ela) e ganhei meu primeiro presente de aniversário, uns lances muito muito muito muito animadores e sensacionais.

BANANA PRA VOCÊ, INFERNO ASTRAL!
Recebi um release da linha Neutrox.

Saudades da época da propaganda quando colocavam uma rosa murcha numa embalagem de Neutrox e ela ficava toda formosa tamanha nutrição que esse maravilhoso e super cheiroso creme proporciona aos nossos cabelos. Saudades porque passava nos intervalos de Os Trapalhões. Assim como o desodorante Avanço, sempre investindo na publicidade: Vitor Fasano, Renato Aragão e agora Corinthians.
E o trailer de Lua Nova, heim? Vou te dizer que super pediria um beijo de Edward no dia 11 de junho, meu aniversário.

A saga Crepúsculo não desperta o tigre em mim, mas sim uma porção adolescente que nutre paixões platônicas. Nutro uma paixão platônica por Edward Cullen/ Robert Pattinson. Lembro que vi Crepúsculo na salinha de exibição mofada da Paris Filmes e praticamente hiperventilava cada vez que Pattinson aparecia em cena. Morria um pouco cada vez que ele fazia aquela cara de vampiro com dor de barriga. Meus olhos ficavam ofuscados por tamanha brancura. Meu coração se enche de amor cada vez que o vejo, em resumo.

Domingo, 31 de Maio de 2009

I don't like sundays

Nossa, tem vezes que eu tenho vontade de sumir do mundo. Parece que todos os problemas resolvem estourar ao mesmo tempo: é a urgência de arrumar um canto definitivo pra viver, a chegada das tias do Japão pra estressar a família toda e roubar todas as minhas esperadas férias, o inferno astral, os problemas já corriqueiros da cabeça, a falta de grana, o cansaço, a dor de cabeça, a raiva reprimida, o nó na garganta, o show do Jens Lekman que vou ter de perder, a saudade que já tá grande por uma pessoa que nem liga, as pessoas que não ligam em geral...

E a única vontade que dá é de chorar copiosamente. Ainda bem que estou trabalhando sozinha – sim, além, de tudo estou trabalhando no domingo – e não preciso correr pro banheiro pra chorar em silêncio. Posso gritar que ninguém vai ouvir, jogar o celular no chão e tals. Às vezes é bom. Porque ninguém entende essas formas estranhas que eu tenho de encarar o mundo. Nem eu entendo, confesso, mas tem vezes que não dá pra fugir disso.

Merda, odeio os domingos. Bem, vou ficar aqui procurando imagens pro convite de aniversário, se pans ganho mais.

Sábado, 30 de Maio de 2009

O que leva uma pessoa a escrever "sifalamos"?

Queria entender.

Mas é bem engraçado ser citada em scraps, já que não tenho mais Orkut e tal - mas às vezes "sidivirto" vendo.
"Saudades do tempo quando dava pra saber se é homem ou mulher."

Rena, cansada da androgenia.

Sexta-feira, 29 de Maio de 2009

Tem dias que eu queria sumir.

MESMO.

Quinta-feira, 28 de Maio de 2009

Criações vanguardistas para casamentos especiais

Cake Designer Alessandra Tonisi cria elementos únicos na decoração de bolos de casamentos

CINE DE CINEMA!
Quando recebo e-mails com o assunto Rapel, roda de capoeira e até reconciliação amorosa agitam os Caçadores de Aventuras, direto de Porto de Galinhas e Gravatá, tenho enorme vontade de responder para o assessor: "no endereço eletrônico angelica@cineclick.com.br, o CINE é de CINEMA!". Mas ok. Sou educada e guardo minha raiva pra mim mesma. Mas vou te dizer que releases não-relacionados com cinema são os que mais recebo, definitivamente.
Quinta-feira é o primeiro dia da semana. Principalmente a última quinta-feira do mês porque, além de ter fechamento de programações de cinema, ainda tenho de fechar os lançamentos em DVD do mês seguinte e a coisa não é pouca. Nas quintas-feiras, especialmente essas, eu viro uma fera, fico puta da vida, com raiva, fula, não suporto pessoas cantando sem troco algum e discussões sobre gostos alheios. Esse tipo de discussão já tira minha paciência, mas quando estou sem nenhuma, a coisa pira. Hoje cheguei antes das 8h no escritório, acordei às 6h e estou uma pilha. Quando nem os fones de ouvido aguentam minha fúria, é difícil seguir em frente sem cometer um crime violento. Como cozinhar é uma das poucas coisas que me animam nos dias de hoje (sério), pensar nos três quilos de batatas que vou cozinhar pra fazer muitos purês hoje à noite e no brigadeiro de ovomaltine que prometi pra galere da firma até que me anima.
Laurie Avoids Blogging Craze
Hugh Laurie's fans won't receive many updates from him on Twitter.com anytime soon - he can't see the point of the social networking site.
The House star has acquired thousands of followers on the blogging site but he rarely logs in to his account because he "doesn't understand" the online craze.
He explains, "As I look around my friends' tweets I see banality on all sides. I don't understand the purpose of it."
But Laurie can see why his former Jeeves and Wooster co-star Stephen Fry is one of the most popular celebrity tweeters, branding his friend's comments "the absolute best - the cream of the crop".
He adds: "I think if people were able to take these 140 characters (allowed in each post) and develop a poetic Western form - a haiku of our own in which all human existence could be compressed into those 140 characters - that would be a satisfying thing, but that's not what I see when I read them."


Uando deletei meu perfil no Orkut, meu Twitter pessoal (hoje só mantenho o @cineclick, com atualizações do site) e este blog – único que sobreviveu à crise pessoal -, pensava muito nisso que o Laurie “dr. House” diz sobre a exposição pessoal on-line. Via tudo se tornando mais relacionado à autopromoção do que qualquer outra coisa. Ainda não sei se este blog é autopromoção ou uma necessidade de compartilhar com fantasmas (uma vez que não sei e nem sei se quero saber quem lê este blog) sobre o que eu penso sobre a vida em geral.

Na realidade, acho que significa mais a segunda opção. É, se fosse um teste de múltipla escolha, assinalaria a segunda. Tanto que voltei com atualização da página sem grandes alardes. É que às vezes eu tenho vontade de falar sobre as coisas e não tenho muito com quem. Eu nunca leria em voz alta essas aspas do Hugh Laurie aqui na firma porque ninguém ia me entender, simplesmente. Não sei como, mas parece que falar sozinha, ou para fantasmas, me parece fazer mais sentido do que com seres humanos que olham e se movem.

No fim das contas, ando seguindo quem realmente vale a pena.